10 de fevereiro de 2026 às 10:44
Novo Cartão Nacional de Saúde passa a usar o CPF como identificador único; veja como funciona na prática

O Ministério da Saúde iniciou a emissão do novo Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS) com o CPF como identificador único no Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança representa um avanço importante na integração de dados, na segurança das informações e na simplificação do acesso aos serviços de saúde em todo o país.
A medida faz parte do processo de transformação digital do
SUS e busca melhorar tanto a experiência do cidadão quanto a eficiência do
atendimento e da gestão pública.
O que muda para o cidadão
Com a nova regra, o Cartão SUS passa a trazer o nome e o CPF
do usuário, sendo emitido por meio do CadSUS Web. O documento também estará
disponível no aplicativo Meu SUS Digital, a partir de outubro de 2025.
Uma das principais mudanças é a unificação do histórico de
saúde. Ao utilizar o CPF como identificador, todos os atendimentos, exames e
procedimentos ficam vinculados a um único cadastro, evitando registros
duplicados e facilitando a continuidade do cuidado em qualquer unidade de saúde
do país.
O Ministério da Saúde reforça que ninguém deixará de ser
atendido por não possuir CPF. Populações indígenas, ribeirinhas, nômades,
estrangeiros em trânsito e pessoas em situação de rua poderão manter cadastros
sem CPF, desde que essa condição seja devidamente justificada no sistema.
Nos casos de atendimento de emergência, o serviço continua
garantido mesmo sem apresentação de documentos. O registro será feito no CadSUS
Web e, se o CPF não for informado posteriormente, o cadastro poderá ser
inativado, sem prejuízo ao atendimento imediato.
O que muda para os profissionais de saúde
Para médicos, enfermeiros e demais profissionais, a orientação oficial é que o CPF passe a ser o número prioritário de identificação do cidadão no SUS. O novo Cartão Nacional de Saúde trará o CPF como número principal, enquanto o antigo número do cartão passa a ser denominado Cadastro Nacional de Saúde (CNS), funcionando como identificador secundário.
A expectativa é de mais praticidade e agilidade no
atendimento, com redução de erros, eliminação de cadastros duplicados e acesso
a um histórico clínico mais completo e integrado, independentemente da unidade
de saúde onde o paciente seja atendido.
Mesmo com a nova diretriz, permanece a obrigatoriedade de
atendimento a todo cidadão, tenha ou não CPF. Nesses casos, o registro deverá
ser feito normalmente no sistema.
Impactos para gestores e sistemas de saúde
Do ponto de vista da gestão, a adoção do CPF permite uma
ampla higienização da base de dados do SUS. Desde julho de 2025, cerca de 54
milhões de registros inconsistentes ou duplicados já foram inativados. A meta
do Ministério da Saúde é alcançar 229 milhões de registros ativos vinculados ao
CPF até abril de 2026, número equivalente ao total de CPFs válidos na Receita
Federal.
Ao todo, 41 sistemas nacionais de saúde estão passando por
ajustes para adotar o CPF como identificador único. A conclusão desse processo
está prevista para dezembro de 2026. Já os sistemas que não são mantidos
diretamente pelo Ministério da Saúde deverão ser adaptados pelos gestores
estaduais e municipais, em articulação com o SUS, o Conass e o Conasems.
Capacitação e apoio técnico
Para garantir a transição, o Ministério da Saúde iniciará, a
partir de outubro de 2025, um amplo programa de capacitação técnica. Estão
previstos workshops, manuais, videoaulas e lives, voltados tanto para gestores
quanto para profissionais que atuam diretamente no atendimento à população.
Avanços para políticas públicas
Com o CPF como identificador único, o CadSUS passa a operar
de forma integrada e segura com outras bases do governo federal, como o IBGE e
o Cadastro Único (CadÚnico). A iniciativa está alinhada à Estratégia Nacional
do Governo Digital, coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em
Serviços Públicos.
A expectativa é que a mudança contribua para políticas
públicas mais eficazes, baseadas em dados mais confiáveis, além de um SUS mais
moderno, acessível e eficiente para toda a população.
Novo Cartão SUS passa a usar o CPF como identificador único no atendimento à
saúde
O Ministério da Saúde iniciou a emissão do novo Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS) com o CPF como identificador único, medida que busca tornar o atendimento no SUS mais simples, seguro e integrado. A mudança fortalece a transformação digital do sistema e melhora a qualidade das informações utilizadas na gestão da saúde pública.
Para o cidadão, o principal avanço é a unificação do histórico de saúde, evitando cadastros duplicados e garantindo continuidade do atendimento em qualquer unidade do país. O novo cartão, com nome e CPF, será emitido pelo CadSUS Web e também ficará disponível no aplicativo Meu SUS Digital a partir de outubro de 2025. O Ministério da Saúde reforça que ninguém deixará de ser atendido por não possuir CPF, inclusive em casos de emergência.
Para os profissionais de saúde, o CPF passa a ser o número prioritário de identificação, enquanto o antigo número do cartão será mantido como Cadastro Nacional de Saúde (CNS), de forma secundária. A mudança traz mais agilidade, reduz erros e facilita o acesso a informações clínicas de forma integrada, sem comprometer o atendimento a quem não possui documentação.
Já para os gestores, a medida permite a limpeza e
padronização da base de dados do SUS, com a inativação de registros duplicados
e a integração com outras bases do governo federal. Além de ajustes em sistemas
e capacitações técnicas, a adoção do CPF como identificador único deve
contribuir para políticas públicas mais eficientes e para um SUS mais moderno e
conectado às necessidades da população.
Fonte: CLIENT