06 de fevereiro de 2026 às 10:20
RS sob alerta vermelho: até quando vai a onda de calor?

O Rio Grande do Sul segue enfrentando uma intensa onda de calor, com temperaturas muito acima da média para esta época do ano. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta vermelho para parte do Estado, indicando risco devido ao calor persistente. O pico do fenômeno ocorre entre quinta (5) e sexta-feira (6), quando os termômetros podem se aproximar ou até superar os 40ºC, principalmente nas regiões Oeste, Noroeste e Missões.
Segundo o Inmet, a onda de calor é
caracterizada pela manutenção de temperaturas ao menos 5ºC acima da média por
vários dias consecutivos, com noites pouco refrescantes. Esse padrão vem se
consolidando desde o início da semana, impulsionado por ar seco, céu aberto e
ausência de chuva, fatores que intensificam o desconforto térmico e os riscos à
saúde.
A previsão indica que o calor intenso persiste
até sábado (7). A partir da tarde de sexta-feira, a atuação de uma frente fria
começa a enfraquecer o bloqueio atmosférico, provocando mudanças graduais no
tempo. Entre os efeitos esperados estão aumento da nebulosidade, pancadas de
chuva, rajadas de vento e possibilidade de temporais isolados, com volumes de
chuva que podem chegar a 40 ou 50 milímetros em algumas regiões.
O alívio, porém, não será imediato. O solo
seco e aquecido demora a perder calor, e áreas urbanas tendem a manter
temperaturas elevadas devido ao efeito de ilha de calor. Mesmo assim, durante o
sábado e o domingo (8), a tendência é de temperaturas mais amenas em todo o
Estado, marcando o fim do período de calor extremo.
Prejuízos
no Campo: o que dizem os especialistas
Além dos impactos no dia a dia da população, a onda de calor já provoca
prejuízos significativos no campo. Segundo Márcio Ücker, especialista em Gestão
de Negócios pela ISCTE, de Lisboa (Portugal), e em Gestão, Economia e
Agronegócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a situação é preocupante. Ele
relata que tem visitado diariamente propriedades do interior para acompanhar as
lavouras e que as perdas médias já variam entre 20% e 30%, chegando a 50% em
alguns pontos do Estado. Ücker alerta que, se não houver chuva neste fim de
semana e o clima seco persistir, os prejuízos podem aumentar rapidamente. De
acordo com seu sistema de previsão, baseado em dados de estações climáticas, a
expectativa de chuva mais consistente é apenas a partir do dia 13 de fevereiro.
Fonte: CLIENT