16 de maio de 2018 às 15:14

Não seria ideal estender prazo sobre cessão onerosa, diz presidente da Petrobras

Não seria ideal estender o prazo da negociação entre a Petrobras e o governo sobre a cessão onerosa envolvendo a petroleira, mas por causa da complexidade do assunto não há ansiedade entre os executivos da empresa na espera até um possível acordo.

Não seria ideal estender o prazo da negociação entre a Petrobras e o governo sobre a cessão onerosa envolvendo a petroleira, mas por causa da complexidade do assunto não há ansiedade entre os executivos da empresa na espera até um possível acordo.

O presidente da estatal, Pedro Parente, disse em Nova York, onde participou de um encontro organizado pelo banco Itaú, que não vê “nada de excepcional” nas tratativas entre executivos da empresa e a União e que ambas as partes “têm vontade de concluir a negociação, que tem que ser razoável para os dois lados”.

Esse prazo, no caso, venceria nesta semana, mas o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, também já disse que a data-limite de 17 de maio vale para os grupos internos e não para uma aprovação de um acordo em todas as esferas administrativas da estatal e setores do governo federal.

Diante da volatilidade do mercado em época eleitoral e da alta do dólar, Parente disse confiar no Banco Central para evitar sobressaltos e que a orientação da empresa a executivos é que encarem o pleito como cidadãos comuns, além de continuar seguindo o plano estratégico da petroleira para reduzir a sua exposição às flutuações externas.

“A Petrobras recebe os impactos de mercados sobre os quais ela não tem controle, o mercado de óleo e gás e o mercado de câmbio”, diz Parente. “Ela tem que lidar com as consequências. Nós não somos formadores de preços nem em um mercado nem em outro e temos que fazer a empresa funcionar de acordo com o que esses mercados revelam.”

O executivo não quis prever, no entanto, um possível aumento dos preços da gasolina para o consumidor, lembrando que o valor na refinaria equivale a cerca de um terço do preço final no posto, que aumenta com impostos e a competição do mercado, mas disse que a boa produção de etanol no Brasil pode “contrapor um aumento do óleo”.

Fonte: FOLHA

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